quarta-feira, 25 de maio de 2011

No silêncio e abraço, o calor da amizade e conforto!!


Pra quem não sabe, eu sou Cristã-católica e tenho, desde muito nova, uma fé sobre a questão da vida e da morte, a vida eterna e ressurreição no último dia, céu, inferno, purgatório, limbo... e também, uma formação sobre os bebês que não nascem... os bebês que por algum motivo nos deixaram logo no começo do caminho, deixando saudades desde cedo...

Como entender o final de uma vida que ainda não nasceu?
Como buscar resposta, na natureza, na fé, na ciência, do porquê esse coração não bate mais?
Como sarar uma dor que está apenas na alma, que nenhum remédio ou pomada pode alcançar, para amenizar semelhante desatino?

Não há mesmo palavras para um momento assim, não há remédio físico...

De minha parte, à esses corações maternos que não puderam abraçar seus coraçõezinhos filíos, fica o meu carinho, apoio e abraço silencioso, mas principalmente, minhas sinceras orações, para que seu coração de mãe encontre, quando for a hora, no coração paterno de Deus, o consolo e o alívio para a dor, de uma cicatriz que marcará para sempre, mas que um dia, parará de doer.

T., sinta-se infinitamente abraçada!!! Conte comigo, principalmente com minhas orações!

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Essa canção não fala exatamente de pais de bebês não nascidos... mas de um modo geral, de pais que perderam seus filhos...

Brigar com Deus

Padre Zezinho

Composição : Padre Zezinho
(Falado)
Esta canção é para os pais que já perderam um filho, e por isso, brigaram com Deus.
Eu não tenho respostas prontas para essa dor!
Há feridas que não se curam com pomadas, mas com o tempo.
Para eles, que continuam zangados com Deus esta canção!

Admito que eu já duvidei,
Depois daquela morte repentina num farol,
Depois que dos meus olhos Deus levou a luz do sol,
Depois daquela perda sem aviso e sem sentido,
Admito que eu já duvidei.

Admito que eu briguei com Deus porque não respondeu
Quando eu Lhe perguntei porquê;
Ele, que tudo sabe, tudo pode, tudo vê,
Parece que não viu, nem me escutou lá no hospital.

Admito que eu fiquei de mal!
Doeu demais e, quando dói do jeito que doeu,
A gente chora, grita e urra e põe pra fora aquela dor.
E desafia o Criador e quem se mete a defendê-lo.
Comigo não foi diferente do que foi com tanta gente
Que perdeu algum amor.

Briguei com Deus, briguei com Deus
E se eu briguei foi por saber que Deus ouvia.

Admito que eu me revoltei;
Onde é que estava Deus com Seu imenso amor?
Se Deus é amoroso, então por que deixou?
Por que tinha que ser do jeito que foi?
Admito que eu O desafiei,

Admito que eu O desafiei,por não achar sentido no que Deus me fez;
E nem me perguntei porque será que o fez.
Briguei com quem levara alguém que eu tanto amei!
Admito que eu já blasfemei.

Doeu demais e, quando dói do jeito que doeu.
A gente chora e grita e urra, e põe prá fora aquela dor.
E desafia o Criador e quem se mete a defendê-Lo.
Comigo não foi diferente do que foi com tanta gente
Que perdeu algum amor.
Briguei com Deus, briguei com Deus
Briguei com Deus, mas acabei no colo Dele.

Admito que voltei pra Deus.
E até nem sei dizer porque foi que voltei.
Eu acho que voltei porque não me calei.
Voltei porque, talvez, não sei viver sem crer.

Admito que voltei pra Deus.
Admito que ainda creio em Deus,
Mas tenho mil perguntas a doer em mim.
Eu tenho mil perguntas para Lhe fazer.
Espero que Ele um dia queira responder!
Ele sabe o que é que eu penso dele. (3x)

Um comentário:

Aline disse...

Q lindo amiga!!!
Vc sempre pensa em tudo, fiquei muito feliz com esse post...
bjs