quinta-feira, 30 de junho de 2011

Como identificar e se livrar de um médico cesarista!!

Gente, achei isso tão legal!!!
Acompanho uma lista de discussões na internet e, em praticamente 100% dos casos de mães que chegam e se apresentam, estão desesperadas pois seus médicos "super gente fina e legaizinhos", tocam um terror para empurra-las pra cesárea. Geralmente, quem procura essas listas buscam um atendimento mais humano e digno nessa hora tão intensa e única na vida de uma mulher. Encontrei no site Amigas do Parto (super recomendo) essas dicas de "como se livrar de um médico cesarista" e mais abaixo, algumas "Perguntas para identificar se o seu médico é cesarista ou não.". Mto bom, recomendo a leitura!!

Apreciem!!

Como saber se o seu médico pretende enrolá-la e fazer uma cesárea desnecessária? Veja se ele se encaixa nesse perfil:
1)  Nove entre dez amigas suas que fizeram o pré-natal com ele tiveram parto cesárea. A décima teve o bebê na porta do pronto-socorro.
2)  Essas suas nove amigas tiveram cesáreas por motivos como: não teve dilatação, o cordão enrolou no pescoço, não tinha passagem (mesmo que ela não fosse viajar para lugar nenhum), estava passando da hora de nascer. Coincidentemente, foram todas em uma terça-feira.
3)  Ele nunca desmarcou o consultório por estar fazendo um parto.
4)  Quando você pergunta sobre maternidades, ele lhe lista aquelas nas quais ele opera.
5)  Se você já teve outros filhos, ele nunca se preocupou em perguntar sobre seus outros partos. Se foram cesárea, ele nunca se lembrou de perguntar o porquê.
6)  Ele nunca parou para examinar sua bacia.
7)  Mesmo no fim da gravidez, ele não se preocupa em palpar sua barriga para avaliar o tamanho e a posição do bebê.
8)  Ele comenta que não é do tipo que deixa as pacientes sofrerem.
9)  Ele comenta que não gosta de arriscar (o que???).
10) Se você disser que a vida de médico é muito corrida, ele diz que consegue ajeitar bem os compromissos.
11) Ele começa a fazer exames de toque com 30 semanas e comenta, com ar tristonho, que você não está tendo dilatação.
12) Ele nunca lhe explica nada sobre: mecanismo do parto, vantagens do trabalho de parto e do parto normal, como se preparar, como reconhecer o trabalho de parto, etc, mesmo que você pergunte. Afinal, você não terá chance de usar essas informações mesmo.
13) Ele descobre a data do aniversário de toda a sua família: você, seu marido, seus pais, seus sogros, etc. Depois passa a comentar como seria legal se o bebê nascesse no dia xx/xx para homenagear o Tio Fulano.
14) Se você perguntar se o seu parto vai ser normal, ele lhe dirá que isso vai depender da conjunção de muitos fatores (o que obviamente nunca ocorrerá). Se você perguntar se seu parto vai ser cesárea, ele marcará a data.

5 perguntinhas para saber se seu médico é "cesarista"

Alguns médicos se fazem de bonzinhos e dizem que "fazem parto normal" para atrair clientes aos seus consultórios, quando na verdade eles só "assistem" partos normais de mulheres que chegam no hospital no expulsivo!

Primeiro que quem faz o parto não é o médico é a mulher, se o médico diz que "faz normal" sinal de que será cesárea na certa. =/

Depois, a grande maioria desses médicos atende por convênio é quer garantir o máximo de retorno das seguradoras então nem se preocupam com suas pacientes.

Se você pretende de fato ter um parto normal, sem riscos desnecessários para o seu bebê, seguem 5 perguntinhas básicas para verificar se o seu obstetra tá na mesma sintonia que você:

1) Doutor, quais as chances de eu ter um parto normal?

Resposta certa: 90%, pelo menos;

Resposta errada: ainda não dá pra saber, depende de como o parto vai caminhando, porque se der algum problema, não posso deixar você e seu filho morrerem, a gente só sabe na hora mesmo...

2) Doutor, quanto tempo dá pra esperar depois da bolsa romper?

Resposta certa: até 96 horas (4 dias), de acordo com o protocolo inglês, ou até 24 horas de acordo com os protolos mais conservadores, desde que o seu bebê esteja bem. Talvez a gente tenha que administrar um antibiótico se depois de 6 horas de bolsa rompida você não tiver entrado em trabalho de parto. E se você não entrar em trabalho de parto espontaneamente após esse prazo, a gente tem que induzir.

Resposta errada: 4 horas, 6 horas no máximo, senão o bebê pode pegar uma infecção mortal!!! E nem adianta induzir. Não nasceu em 6 horas, não nasce mais, pode fazer cesárea!

3) Doutor, a anestesia não dá problema no parto?

Resposta certa: ela pode atrasar um pouco o parto e aumentar a chance do uso de fórceps. Eu prefiro que a gente deixe a decisão para o mais tarde possível. E se o parto puder ser sem anestesia, melhor ainda!

Resposta errada: não! Hoje em dia a anestesia é super segura, feita bem embaixo para você poder ter todas as sensações, mas não sentir a dor. Eu mesmo só faço parto normal com anestesia, porque não gosto de ver paciente minha sofrendo...

4) Doutor, e se passar de 40 semanas?

Resposta certa: a gente vai esperando e monitorando o bem-estar do bebê, pois nunca aconteceu de um bebê ficar na barriga até a infância. Uma hora tem que nascer. Se a gente vê que lá dentro não está tão seguro, então a gente induz (estimula as contrações uterinas). Mas isso dificilmente acontece antes de entrar na 42ª semana.

Resposta errada: a gente induz quando completar 40 semanas, porque depois disso o bebê pode morrer dentro da sua barriga... ou pior... bom, senão entrou em trabalho de parto até 40 semanas, é porque não vai mais entrar. Tem que ser por cesárea mesmo.

5) Doutor, a cesárea é arriscada?

Resposta certa: veja bem, a cesárea é uma cirurgia e tem os riscos de uma cirurgia. O parto vaginal não corta seu abdômen, não há grandes perdas sangüíneas, é um processo fisiológico e de rápida recuperação. A cesárea é uma cirurgia cada vez mais segura, mas ainda assim traz 4 vezes maior taxa de mortalidade do que um parto normal.

Resposta errada: não, hoje em dia a cesárea está superdesenvolvida e quando acontece alguma coisa é muito simples corrigir. E geralmente essas histórias que a gente ouve de cesáreas que deram problema, foi por imperícia de alguém. Eu mesmo nunca tive um problema mais sério fazendo cesárea. Mesmo as hemorragias, choques e convulsões foram resolvidos com alguns procedimentos.

Agora é com você!

Por Ana Cristina Duarte, parteira e Dr. Jorge Kuhn, médico obstetra

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Os quatro portais!

Eu participo da Lista de Discussões do Yahoo! Parto Nosso. É uma lista muito legal, bastante dinâmica e com muita participação. Várias pessoas se destacam, entre elas, a dona deste texto magnífico, Jobis Estevão. Ela está grávida do terceiro filho e planeja um PD. Está tudo correndo pra que isso aconteça ;)

Ela tem um dom pra escrita incrível... esse texto, ela chama de Os 4 portais... são portais que a mulher passa para que haja a sua transformação de menina, para mulher!! Simplesmente, lindu!!

Pedi autorização pra postar esse texto. Muito bom... veja:

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Antes de começar, algumas observações: eu nunca escrevi isso pensando em distribuir, porque acho que pode dar margem a muita discussão inóqua. Sendo bem rasteira: não, eu não acho que seja preciso passar por tudo isso pra ser mulher. Não acredito que se seja "menos mulher" se não se desejou ou não se conseguiu vivenciar isso em plenitude. Não acho que seja obrigatório. Acho, sim, que o caminho pro
crescimento é estreito e não possui muitos atalhos, mas tem várias estradas vicinais. Essa é uma delas. É a única de que posso falar, porque é a única que eu trilhei.
Isso posto, quem tiver saco de ler, pegue sua caixinha de maionese preferida e boa viagem.

Ao nascermos, somos solitárias. A busca pelo outro é uma sucessão de tentativas, nem sempre bem-sucedidas. Uma das finalidades do homem é buscar o outro, para tentar se encontrar, primeiro nele, depois através dele.
Na mulher, esse desejo de procura / encontro é mais intenso, porque somos mais emocionais e porque temos em nós o dom da vida. A vida é ânsia de universo corporificando-se dentro pra depois vir à luz. É o
encontro máximo. Acho mesmo que, para termos essa possibilidade, precisaríamos ser diferentes dos homens, pessoas que podem colaborar com a vida, mas não gerá-la. No esperma, o homem é a semenete; a mulher é a terra. O sêmen semeia, mas a mulher é quem tece.
Talvez por isso, existam esses portais, experiências do feminino que lhes permitem um contato íntrínsseco com elas mesmas, com o outro e uma consciência mais aprofundada do Universo que as rodeiam, tanto o tangível quanto o impalpável, mas nem por isso menos atuante na terra e nos seres.

O primeiro portal é o gozo. Não o sexo propriamente dito, mas o gozo. O limiar que vem justo após o instante em que dois se tornam um e, por uma fração diminuta e quase imperceptível, é-se uma coisa meio sem identidade, mas simplesmente ditosa e plena. Para isso, só técnica não basta. Pode-se ter orgasmos múltiplos e deliciosos só com ela, mas para chegar ao "portal do gozo", é preciso algo mais. Uma ânsia de dar e receber quase irracional; um estado meio alterado de consciência gerado pelos corpos, mas também pelas mentes. Desse portal, poucos falam, mas quem já pisou, não esquece.
Além de delicioso, é transformador. Gosto de pensar nesse como o portal da Felicidade. Um momento tão pleno e absoluto de felicidade, muitas vezes abastece uma alma de forças e amor para a vida inteira.

O segundo portal é o da gestação. Não apenas carregar, mas gestar.
Não necessariamente adorar a princípio, desejar e achar uma maravilha, mas gestar. Gestar é estar dentro. O outro está dentro de você e você está dentro do outro. A medicina está longe de compreender as
alteraçoes psíquicas sutilíssimas existentes na mulher que gesta. Pode apontar os efeitos, mas não perscrutar a causa.
Nesse portal entra-se devagarinho. Pés inseguros, pois que o chão parece movediço. O quê? Eu? Comigo? Justo eu? Logo eu? Isso é vida? É gente? É instinto? É ânsia de viver microcósmica que encerra um
macrocosmos diminuto? O que é isso cujo coração de repente bate, tão rápido e desesperado, como se tivesse pressa de sair? O que é isso que incomoda, mas é tão gostoso? O que é isso que dá azia, vômito,
tonteira, vontade de fugir pro Canadá ou pra floresta Amazônica? E de repente mexe, e reage à voz, e parece que pensa, e parece que vive? Eu vivo por ele, ou ele vive para mim? Quem é agulha e quem é linha? Quem conduz e quem é conduzido? E mexe, e chuta e, mesmo oculto, vai na minha dianteira, anunciando sua presença através de uma barriga cada dia mais proeminente? Essa vida que não anda, que não fala, que não tem livre-arbítrio, um ser humano reduzido a mais absoluta vulnerabilidade, à condição inerente a néscios e santos, víboras e vítimas? Eu sou Rio, sou São Paulo, sou Tóquio, sou Nova York, sou um ser que gera, um ser que gesta, tão ativo e tão passivo, tão poderoso e tão indefeso diante da vida, tão exultante e tão desesperado. Chamo esse do portal da deusa e da serva - porque quem gesta é deusa e é serva de uma só vez. Será deusa por ser serva, ou serva por ser deusa? Nosso sexo bebe o dom da vida, e ele se desenvolve em nossos ventres.
Nós somos portadoras de um segredo: de um serzinho que o mundo inteiro não conhece. Nossa mente é fecunda como a dos deuses. Nos achamos capazes de enfrentar borrascas apavorantes, somos fortes e sábias. temos o instinto da terra, a natureza dos oceanos, a influência da Lua e persistência do Sol. E somos servas. Servas de um imponderável que nos controla sem dar satisfações. Serva de ciclos que nosso corpo reflete, e que contemplamos, prostradas, de joelhos, porque, de repente, a coisa toda é assustadora demais para ser dita de qualquer jeito. Somos servas porque não temos o controle. Somos servas porque não temos instrumentos. Somos poderosas e vulneráveis, e talvez nosso poder se amplie na medida em que aceitemos nossa vulnerabilidade, em que acolhamos nossas lágrimas e usemos as dores para alcançar nossas verdades essenciais.

O terceiro portal é o do parto. A dor que vem em ondas e nos leva pra sei lá onde. Cada uma vai para um lugar secreto e imprevisível.
Pode nem sempre ser bom, mas sempre é importante. É a deusa-serva e a serva-deusa cruzando os umbrais do infinito. Ela grita porque não dá pra racionalizar tamanha imensidão. Ela geme porque é tão assustador quanto prazeroso. Ela dança porque o corpo tem vontade própria, porque o universo inteiro dança, na concretização da vida que se impõe. Dançam as águas no oceano, os animais nos rituais do acasalamento. No sexo, homens e mulheres dançam, puro instinto, carne e espírito. E no parto, nós dançamos também, Como não poderia deixar de ser. A apoteose da deusa e da serva. O gozo do corpo e a consumação da gestação. O portal da vida e da morte abrindo passagem para o mundo externo através do meio das nossas pernas.
A vagina que se lubrifica para a entrada do sêmen, se expande para a saída do broto.A caixa-casulo do útero se abre,a mulher canta e desliza o filho, o bebê, a cria. Um ser que é nosso e é só empréstimo. Um ser que é uma vida inteira e um mar de hipóteses. Uma coisa que é definida na nossa mente, e tem um mar de possibilidades a seus pés. Uma pessoa que muitas vezes veio por nós, que seguramente veio de nós, mas é individual.
E quando você pensa no processo fisiológico do parto, quando você pensa que cada dor, cada contração, cada fase tem uma finalidade que atende mãe e bebê, percebe que tudo é lindo demais. Após a conotação de sofrimento, pode-se chegar à percepção de glória. Parir é a glória de quem gesta. A consumação suprema do fisiológico pela continuação da espécie, mas também o ato supremo de doação e
receptividade ao outro. Penso nesse como o portal do eu no outro.
Uma das fases descritas pelos especialistas em puericultura, é a do egoísmo. A criança prioriza a si mesma, porque esse é seu único referencial de bem-estar. Durante a vida, ela apreende outros valores:
família, equipe, companheirismo. No gozo, ela conhece o clímax da recepção; na gestação, o ápice da fusão e no parto,o apogeu do companheirismo. Mãe e bebê estão juntos nisso. Ele abre caminho e ela se
abre para sua vinda. Ela o chama com a laringe e com a mente, e ele responde, caminhando um pouco a cada vez. E então nasce e, se tudo correr bem, dali por diante, para sempre serão dois e para sempre serão
um. Para sempre ela será um universo a parte, que, entretanto, aceitará uma órbita que não a sua. Para sempre ela terá seu coração dividido entre a parte de carne que pulsa em seu peito, e a parte de carne que
pulsa no peito do filho. Por isso o "eu no outro".

O quarto, é o da amamentação. Quem amamentou de verdade não nega: a coisa é mágica. Em dado momento, vocÊ se toca que o que passa pra ele não é só seu leite, aquele líquido às vezes ralo que até pode parecer insuficiente. Tem algo mais. Os técnicos detectaram vacinas, anticorpos e uma fórmula individualizada para cada dupla de lactente e lactante. Mas ainda não é tudo. O que se vê olhando nos olhos de uma criança que mama? O que se sente quando o líquido aflui e ela suga? O que se vislumbra quando a mão minúscula com seus cinco dedos que mais lembram estrelas de pontas abertas repousa sobre o seio exposto? O que ela te diz sem dizer? O que você fala sem abrir a boca? O que acontece quando a sucção amaina, quando os membros se tornam lassos e a respiração faz-se lenta? O que acontece quando um silêncio sublime os envolve, e os únicos sons autorizados são da sucção de um bebê com as
respirações de mãe e filho cadenciadas, apesar de em ritmos diferentes?
É muito mais que vacinas, anticorpos e uma fórmula única.
Esse é o portal do sublime. É o portal sem muita comparação retórica. É o portal em que as perguntas dizem tudo, e nem precisam ser respondidas.
É o portal em que o místico tem sua aparição máxima, por revelar-se na mais absoluta simplicidade. Não são precisos rituais nem votos. Apenas a disposição de viver o momento e a coragem necessária de entrar nele.

Depois dos quatro portais, voltamos à terra firme. Ao dia-a-dia, arroz com feijão, pão na mesa, manteiga na geladeira, óleo esquentando, lotação de metrô, fila interminável de banco, contas pra pagar, dor de
cabeça, unha encravada, mau-humor repentino, crise de identidade, tratamento odontológico... Mas nada, jamais, nunca mais, será como antes. Por esses quatro portais, chegou-se o mais perto do céu que uma
pessoa pode chegar, continuando viva e ativa depois. A marca é um comprometimento, a humildade da serva e a força da deusa. Agora, não apenas estamos no Universo, mas o Universo também está em nós.

Jobis Estevão - Lista Yahoo! Parto Nosso.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

40 razões para se ter filhos!!

Uma grande amiga minha (da qual estou morrendo de saudade), postou no blog dela esse texto, que pra mim, que sou mãe, traduz (quase) fielmente tudo o que sinto em relação à ter filho e à minha filhotinha linda!! Tem uns ítens muito legais e que eu - neste post - tomei a liberdade de colocar uns grifos meus. Amei... vamos lah!!

1. Por que você quer. E muito!
2. Para deixar de ser só filho.
3. Para entender melhor seus pais (e como a gente passa a entender viu...)
4. Para descobrir uma imensa e surpreendente capacidade de amar (o que eu achava que tinha descoberto plenamente quando casei... agora sim, com eles dois na minha vida, estou plena)
5. Para incluir mais gente numa história de amor que dá certo

6. Para deixar de ser adolescente 
7. Para sentir o poder de gerar outra pessoa
8. Para aprender a respeitar as diferenças
9. Pra se emocionar com as conquistas dele
10. Para aprender que as coisas são como são, nem tudo é perfeito. E tudo bem!
11. Para tomar mais cuidado com você mesmo
12. Aceitar a maturidade com tranqüilidade
13. Para poder, um dia, ser avó ou avô

14. Para cuidar de alguém 
15. Para deixar de ser o centro da própria vida (isso é instantâneo ^^)
16. Para rever suas prioridades
17. Ter um bom motivo para chegar mais cedo em casa
18. Ficar um tempo sem trabalhar
19. Sentir o prazer de amamentar (indescritível)
20. Sentir o prazer de dar de mamar (indescritível 2)

21. Para passar pela experiência do parto (indescritível 3 -  Meu relato está aqui!)
22. Para conhecer a pessoa mais linda do mundo (concordo)
23. Para ouvir alguém te chamar de mãe ou pai (emocionante)
24. Reviver um pouco da sua própria infância, ou tirar uma casquinha da infância deles...
25. Comprar brinquedos incríveis para eles e para você (por mais que você compre os mais legais,  os melhores brinquedos geralmente estão em casa - tampas, potes, caixas, sapatos, chinelos, pedaços de papel, revistas e até mesmo panelas - cuidado com portas de gabinetes e armários rsrsrs)
26. Para se renovar e rejuvenescer
27. Para entender de uma vez que preocupação com ambiente não é coisa de ecochato (e durante a gravidez, chorar até pela água que sai pela torneira e chegar a levar 2 horas pra lavar uma louça, pq vc não tem coragem de deixar a água correr a vontade)
28. Para adquirir hábitos mais saudáveis
29. Para descobrir seu lado meio médico (principalmente, saber que 6º sentido existe sim e que sua intuição de que algo não vai bem e que algum outro algo vai fzr bem ou não ao seu filho).
30. Pra sentir um certo gostinho de continuidade
31. Descobrir que você sabe contar histórias
32. Para olhar para as coisas de novo, como pela primeira vez
33. Ter um motivo para aprender a cozinhar 
34. Porque o pai hoje participa de tudo
35. Porque a medicina evoluiu muito (Pra uma cesárea necessária, ok... mas pra uma eletiva, não quero e não preciso, muito obrigada).
36. Para sentir o que é ter alguém que confia 100% em você (e que te ama incondicionalmente, mesmo quando leva uma bronquinha, vem se consolar no seu colo).
37. Encarar o futuro de uma nova maneira
38. Para ter a enorme chance de se tornar um ser humano melhor
39. Ter filho não é dar à luz, é receber iluminação diária
40. Porque seu filho é único e tudo que você sente em relação a ele é intraduzível...


LINDUU!!

AMIGAAAAAA, NÃO VEJO A HORA DE VC NOTICIAR O Q VC TANTO ESPERA VIU!! MEGA BJOS!!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O parto e a montanha russa!!

Sem dúvida, a melhor definição de parto que eu já li hehehe!!
Tirei daqui!!

Escapei uns minutinhos no expediente pra postar... não deu pra esperar até sábado... essa crônica é simplesmente MARAVILHOOOSSAAAA e MEGADIVERTIDA HAHAHA!!

Leiam e dps me digam: Quem já andou de Montanha Russa ou já passou pelo parto normal / natural... é ou não é assim???

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Tem gente que acha loucura sentir dor para parir.
Muitas coisas na vida são mais loucas e as pessoas as fazem. E sem que haja bem-estar nenhumenvolvido.Pense no seu parto como se fosse um passeio de montanha-russa. Ainda não encontreicomparação melhor que essa.
Imagine a sua gestação como uma daquelas filas enormes em dia de excursão de escola no Hopi Hari no verão. Você esperando e aquela fila deslocando-se devagar, muito devagar. Você cansada, os pés doendo.
Você vê gente com medo, apreensiva; gente empolgada, que descreve como vai ser para quem nunca andou. E você ali, sem saber o que esperar. Há quem a considerelouca. Andar nisso aí??? Nunca!!!
Você não viu aquela montanha-russa lá em Ximbiquinha do Sudoeste que quebrou e matou todo mundo? E o pior foram os que ficaram mutilados pro resto da vida!
Você faz ouvido mouco e continua ali. Avançando devagarinho. Não tem pra onde ir, é tarde pra pular fora, as grades que separam a fila são altas, só dá pra seguir em frente.
Aí você vê quem está saindo, gente meio tonta, com uma expressão que você não entende, cambaleando, passando mal. E você pensa: onde é que eu fui me meter?
Quando você está chegando perto o cansaço está maior, você tem de ficar encostada quase o tempo todo. Ai, não chega nunca. Pra melhorar, no finalzinho, ainda tem uma baita escada pra subir na plataforma de embarque. Bem que podia ter uma escada rolante aqui.
Você chega na última parte da fila. De repente, parece que toda aquela morosidade foi embora. A fila anda muito mais rápido agora ou será que você é quem acha isso porque a hora de embarcar está se aproximando?
Subir as escadas exige um esforço extra. Parece que seu peso aumentou uns quinze quilos. Você não sabe se é o calor, o tempo de pé, ou se foi aquele combo gigante de hambúrguer comfritas e refrigerante que estão pesando.
Mas você sobe, um degrau de cada vez. E o topo vai se aproximando.
É quando você avista: tem uma saída de emergência lá em cima. Saída estratégica pela esquerda. Acho que é nessa que eu vou! Mas aí você pensa:já cheguei até aqui… e se for tudo o que dizem mesmo? Como é que eu vou saber?
Que o destino decida então: vou jogar uma moeda. Se der cara eu vou. Cara! Melhor de três então. Cara de novo. Ai, ai…
Continua avançando. Ah, se aquela mocinha desmilinguida embarcar, eu vou também. Se ela consegue, eu também. Ela embarca.
Ok, acho que eu vou. Anão ser, é claro, que chova. Se não for totalmente seguro não vou. E eu acho que estou vendo uma nuvenzinha lá longe. Se o carrinho que vier for vermelho, também não! Vermelho me dá um azar! E eu não vou arriscar.
Sua vez está chegando, você já vai chegar na plataforma. Uma moça amarela bem na sua frente sai correndo pela saída de emergência. Você se estica e consegue enxergá-la lá embaixo, na saída da lojinha.Tem alguma coisa na mão, mas o olhar parece meio distante.
Eu vou! Não quero ficar imaginando como teria sido.
Chega a sua vez. O coração sobe na boca. O fôlego fica suspenso alguns instantes. Mas você respira fundo e sobe no carrinho. E pensa: ainda bem que não era um vermelho!
A viagem começa devagarinho. Tec tec tec. O carrinho vai subindo devagar. Tranquilo. Não é tudo aquilo! Que povo medroso! Dá até pra tirar a mão. Ainda bem que não desisti!
A brisa no rosto. A paisagem tão linda. Ainda bem que fui forte! Sobe, sobe, sobe. Puxa, mas que alto… dá uma vertigem de leve.
De repente você se vê no final da subida. C******, que altura, ai, eu vou morrer. Me deixa descer, me deixa sair daqui. F***** da p*** daquela professora de yoga que disse que eu não ia me arrepender. Se ela estivesse aqui agora, eu a matava!!!
Será que aquela doula ia fazer muita diferença segurando aqui a minha mão??? Bando de louca… ah, eu mato se eu sair viva daqui!
E a minha prima, aquela v*** que me convenceu a vir. Vai ser legal, você vai ver, você vai querer ir de novo. Ai, eu mato, eu mato. Cadê ela? Porque não está aqui? Duvido que quando ela andou foi nessa tão alta, aposto que foi na menor!!!
E vem a descida. O looping, uma subidinha, curva, mais curva, outra curva. Você já não está vendo nada direito, está meio tonta, parece meio fora de si. Tem mais gente gritando ou será que é só você mesma? Está doendo tudo, esse bate-bate no carrinho vai doer ainda mais amanhã. Vai parecer que fui atropelada. Você nem sabe mais se está de ponta cabeça. Dá medo de olhar. Você espia, fecha o olho de novo. Não quero nem ver. Não vou olhar. Se eu olhar é pior!
Vai chegando no final. O carrinho desacelera. Você está meio abobada, meio grogue. Alguém ajuda a descer. Você nem vê quem é. Podia ser o Brad Pitt e você não ia nem notar. Seu cabelo está parecendo uma piaçava depois da faxina, porque você se esqueceu de prendê-lo. E agora nem lembra mais que tem cabelo. Mas tem alguma coisa diferente. Algo a mais em você. Vim, vi e venci. Sou praticamente um Júlio César!
Suas pernas cambaleiam um pouco, mas você anda. A brisa bate e aos poucos você se recobra. Levanta a cabeça e sorri.
Era só isso? Porque tive tanto medo?
Vou pra fila de novo! Dessa vez, eu vou tentar abrir os olhos e levantar os braços!
Quem já andou de montanha-russa sabe do que estou falando. Quem passou por um trabalho de parto também.
E você, já andou de montanha-russa?
Kátia Barga mora em São Paulo, é instrutora de yoga e mãe da Sarah, que nasceu em março de 2008. Para mais informações, acesse: <http://www.babyyoga.com.br>.