Antes disso, porém, gostaria de compartilhar um vídeo, de uma entrevista que dei para a TV Câmara de Jacareí, sobre a diminuição de taxa de cesáreas no Brasil, exigido pela ANS. Falei brevemente sobre o trabalho das doulas e sua influencia na diminuição nessas taxas.
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terça-feira, 4 de novembro de 2014
Notícias de Jacareí - Diminuição de Cesarianas no Brasil
Ando muito sumida do meu blog amado né? Preciso achar um tempo pra contar o turbilhão de coisas que aconteceram na minha vida nos últimos meses!
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Quanto vale seu parto? - por Cristina de Melo
Essa é uma pergunta que vocês grávidas e futuros pais devem fazer em frente do espelho. Nós sabemos que especialmente nos dias de hoje ter um filho não é barato, é o berço, o carrinho, a cômoda, o roupeiro, a banheira, o bebê conforto, o protetor de berço, aquele tapete charmoso, a poltrona de amamentação, e quem sabe um sling.
Mas será que TUDO isso é necessário? E será que precisamos comprar tudo da melhor marca, melhor loja? Que diferença tem um berço de 200 e ou berço de 600 reais? Um carrinho de 300 ou um de 1,5 mil reais? Mas tudo bem, cada um sabe o que pode comprar!
O problema é que os casais não enxergam a importância de investir no PARTO, na chegada daquele ser especial que vai usar todas aquelas coisas citadas acima. A experiência do parto é única, um momento especial, mágico e inesquecível. Pelo menos é assim que ele deve ser. Já vi muitos casais falando que querem muito um Parto Domiciliar, mas que não fariam por causa do lado financeiro. Mas gente, vamos falar a verdade que nem é tão caro, aliás sai mais barato do que a maternidade particular. Sem contar que com certeza qualquer equipe ou parteira de qualidade parcela e até negocia o valor, se você realmente precisa e quer aquilo! Assim como Doulas, qualquer doula de qualidade e confiança negocia e parcela o valor, que no Brasil é entre 500 a 900 reais. Não deixe de ter uma por causa do financeiro, esteja aberto para negociações!
Outra coisa muito comum é os casais optarem pela cesárea para não ter que pagar o chamado do médico, quantas vezes eu já ouvi ''Se for cesárea a médica não cobra nada a mais, se for parto normal eu tenho que pegar 2 mil. Prefiro fazer então pelo convênio." E o bebê? Ele pode decidir o que é melhor pra ele? Ele pode ou deve opinar? É, infelizmente é grande a quantidade de bebês nascidos em cesáreas eletivas, nascidos por ESSE motivo em especial, porque sai mais barato!
Por outro lado temos os casais que gastam MUITO para ter uma cesárea eletiva por medo do parto anormal oferecido nas maternidades públicas, medo dos erros que saem nos jornais todos os anos. Será que essa é a melhor opção? Será que investir numa Doula que vai acompanhar esse casal em casa, usando a sua experiência e formação para que eles cheguem na maternidade apenas do final da fase ativa, ao invés de chegar nas primeiras contrações? Ter uma pessoa que entende do processo do parto, os procedimentos e indicações, para proteger a parturiente nesse momento? Isso não é garantia, nada é, nem uma cirurgia eletiva. Mas diminui e muito as chances de algo ruim acontecer.
E claro, temos os casais que querem o parto com o plantonista da maternidade, e temos plantonistas maravilhosos, que fazem o que a gestante quer, respeitam seus desejos e interferem apenas quando realmente necessário. Mas infelizmente também temos aqueles médicos que não são adeptos ao parto humanizado, que preferem fazer uma cesárea logo, inventam uma desculpa qualquer, e o casal inexperiente com certeza vai acreditar e aceitar. Mas e depois? Quando principalmente a nova mãe vai descobrir que poderia ter sido diferente? Que aquilo não era necessário? Como fica a cabeça dessa mulher?
Então pensem novamente, quanto vale o SEU parto?
Não, eu não estou dizendo que deve ser tudo do mais caro, mas TENHA um médico de confiança, um médico REALMENTE a favor do Parto Natural, que vá respeitar seus desejos até onde for possível.
Mas se você quer tentar a opção do plantonista, tudo bem, mas tenha o que eu chamo e recomendo a TODAS as minhas gestantes, um plano B. Um médico de confiança para chamar no dia, caso o plantonista não for o ideal para você. Como fazer isso? Procure indicações dos médicos a favor do parto natural na sua cidade, as Doulas são ótimas para isso.
Marque consulta com um desses ou alguns desses, diga que você quer ter um plano B, qual o honorário deste médico, as formas de pagamento, se ele estará disponível se você precisar e anote o telefone celular. Quando entrar em trabalho de parto, ligue para a maternidade para saber quem é o plantonista, e já pense se você vai arriscar ou encarar. Se chegar na maternidade e for um obstetra ruim ( as vezes as recepcionistas erram nos nomes dos médicos) chame o seu obstetra plano B, não aceita qualquer um.
O parto é SEU, é um momento único, especial, e você merece ter uma lembrança especial e não traumatizante!! Lembre-se, é o seu filho que está chegando ao mundo, traga-o de uma maneira especial, e não da maneira mais econômica.
Invista nesse momento, como você investeria em um casamento, festa de 1 aninho, batizado e afins!
E sempre, sempre tenha uma Doula!
Então? Quanto vale o seu parto?
Cristina de Melo
Doula
http://guiadobebe.uol.com.br/quanto-vale-o-seu-parto/
Esta página foi publicada em: 02/08/2011
Mas será que TUDO isso é necessário? E será que precisamos comprar tudo da melhor marca, melhor loja? Que diferença tem um berço de 200 e ou berço de 600 reais? Um carrinho de 300 ou um de 1,5 mil reais? Mas tudo bem, cada um sabe o que pode comprar!
O problema é que os casais não enxergam a importância de investir no PARTO, na chegada daquele ser especial que vai usar todas aquelas coisas citadas acima. A experiência do parto é única, um momento especial, mágico e inesquecível. Pelo menos é assim que ele deve ser. Já vi muitos casais falando que querem muito um Parto Domiciliar, mas que não fariam por causa do lado financeiro. Mas gente, vamos falar a verdade que nem é tão caro, aliás sai mais barato do que a maternidade particular. Sem contar que com certeza qualquer equipe ou parteira de qualidade parcela e até negocia o valor, se você realmente precisa e quer aquilo! Assim como Doulas, qualquer doula de qualidade e confiança negocia e parcela o valor, que no Brasil é entre 500 a 900 reais. Não deixe de ter uma por causa do financeiro, esteja aberto para negociações!
Outra coisa muito comum é os casais optarem pela cesárea para não ter que pagar o chamado do médico, quantas vezes eu já ouvi ''Se for cesárea a médica não cobra nada a mais, se for parto normal eu tenho que pegar 2 mil. Prefiro fazer então pelo convênio." E o bebê? Ele pode decidir o que é melhor pra ele? Ele pode ou deve opinar? É, infelizmente é grande a quantidade de bebês nascidos em cesáreas eletivas, nascidos por ESSE motivo em especial, porque sai mais barato!
Por outro lado temos os casais que gastam MUITO para ter uma cesárea eletiva por medo do parto anormal oferecido nas maternidades públicas, medo dos erros que saem nos jornais todos os anos. Será que essa é a melhor opção? Será que investir numa Doula que vai acompanhar esse casal em casa, usando a sua experiência e formação para que eles cheguem na maternidade apenas do final da fase ativa, ao invés de chegar nas primeiras contrações? Ter uma pessoa que entende do processo do parto, os procedimentos e indicações, para proteger a parturiente nesse momento? Isso não é garantia, nada é, nem uma cirurgia eletiva. Mas diminui e muito as chances de algo ruim acontecer.
E claro, temos os casais que querem o parto com o plantonista da maternidade, e temos plantonistas maravilhosos, que fazem o que a gestante quer, respeitam seus desejos e interferem apenas quando realmente necessário. Mas infelizmente também temos aqueles médicos que não são adeptos ao parto humanizado, que preferem fazer uma cesárea logo, inventam uma desculpa qualquer, e o casal inexperiente com certeza vai acreditar e aceitar. Mas e depois? Quando principalmente a nova mãe vai descobrir que poderia ter sido diferente? Que aquilo não era necessário? Como fica a cabeça dessa mulher?
Então pensem novamente, quanto vale o SEU parto?
Não, eu não estou dizendo que deve ser tudo do mais caro, mas TENHA um médico de confiança, um médico REALMENTE a favor do Parto Natural, que vá respeitar seus desejos até onde for possível.
Mas se você quer tentar a opção do plantonista, tudo bem, mas tenha o que eu chamo e recomendo a TODAS as minhas gestantes, um plano B. Um médico de confiança para chamar no dia, caso o plantonista não for o ideal para você. Como fazer isso? Procure indicações dos médicos a favor do parto natural na sua cidade, as Doulas são ótimas para isso.
Marque consulta com um desses ou alguns desses, diga que você quer ter um plano B, qual o honorário deste médico, as formas de pagamento, se ele estará disponível se você precisar e anote o telefone celular. Quando entrar em trabalho de parto, ligue para a maternidade para saber quem é o plantonista, e já pense se você vai arriscar ou encarar. Se chegar na maternidade e for um obstetra ruim ( as vezes as recepcionistas erram nos nomes dos médicos) chame o seu obstetra plano B, não aceita qualquer um.
O parto é SEU, é um momento único, especial, e você merece ter uma lembrança especial e não traumatizante!! Lembre-se, é o seu filho que está chegando ao mundo, traga-o de uma maneira especial, e não da maneira mais econômica.
Invista nesse momento, como você investeria em um casamento, festa de 1 aninho, batizado e afins!
E sempre, sempre tenha uma Doula!
Então? Quanto vale o seu parto?
Cristina de Melo
Doula
http://guiadobebe.uol.com.br/quanto-vale-o-seu-parto/
Esta página foi publicada em: 02/08/2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Doulas, as amigas da hora do parto
Com suporte emocional e muita informação, trabalho dessas profissionais dá segurança às gestantes e favorece o trabalho médico
Publicado em 13/07/2011 | Dâmaris Thomazini - O celular de Patrícia Bortolotto precisa estar sempre ligado: a qualquer momento ela pode receber a ligação de uma gestante em trabalho de parto. Mãe de três filhos, Patrícia contabiliza mais de 145 partos em que auxiliou o nascimento de bebês e de novas mães. Mas ela não é obstetra e tampouco parteira: advogada, ela atua hoje mais como doula – ou “aquela que serve” na definição do termo. Sua função antes, durante e depois do parto é ser um ponto de referência, fonte de segurança e informação para as gestantes. “Faço três encontros individuais antes do parto, indico materiais de leitura e promovo encontros entre gestantes. Durante o parto, a doula fornece suporte físico e emocional à mulher”, esclarece Patrícia. O trabalho da doula, que traz benefícios reconhecidos pelo Ministério da Saúde, é definido como vocação, mas antes de exercê-la é preciso fazer um curso. O mais próximo é realizado em São Paulo. Segundo Angelina Pita, coordenadora do curso fornecido pelo Grupo de Apoio à Maternidade Ativa (Gama), no Brasil existem cerca de 1,5 mil pessoas capacitadas para trabalhar como doulas, mas apenas de 10% a 20% está atuante. “A procura tem aumentado muito nos últimos meses, por conta da maior divulgação deste trabalho”, observa Angelina. A atividade das doulas vai na contramão de uma tendência em que a cesárea é a escolha de muitas mulheres. Dados da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS) mostram que no Brasil, 77% dos partos feitos na rede particular são cesáreas. Na Região Sul, 51,4% dos partos acontece desta forma.
Grávida de seis meses de seu segundo filho, a administradora Simone Melo viveu todas as inseguranças da maternidade em sua primeira gestação e isso incluía os mitos que cercavam o parto. “No começo tudo parecia muito assustador, tanto a cesárea, quanto o parto normal; mas no fim da gravidez eu não conseguia imaginar o nascimento do meu bebê se não fosse de forma natural”, conta a mãe de Artur, de um ano e sete meses.
A segurança para trazer o filho ao mundo sem qualquer intervenção de anestesia e sem a necessidade de pontos após o nascimento foi alcançada por Simone com o apoio de Patrícia, que além de tirar as dúvidas de gestantes individualmente, abre a sua casa para encontros quinzenais gratuitos entre futuras mães e pais. “Lá eu tive a oportunidade de afastar os medos com fatos. A gente assistia a alguns vídeos e as pessoas que já tinham filhos contavam suas experiências sobre o que foi bom e o que não foi na hora do parto”, conta Simone. “O médico acaba sendo técnico e a doula é um apoio mais emocional”, explica.
Desconfiança X benefícios
Nem todos os médicos são abertos à parceria de trabalho com uma doula. Para que preconceitos não atrapalhem esta relação é preciso que a gestante verifique se seu obstetra sabe o que faz uma doula e que ele aceite esta assistência prestada à mulher. O médico obstetra Carlos Miner é um incentivador do parto humanizado e há três anos trabalha com gestantes acompanhadas por doulas. Ele sente que as pacientes que têm esta assistência chegam mais preparadas e seguras para o grande momento. “Elas vão mais esclarecidas e informadas, assim a performance é melhor, diz Miner.
Na hora do parto, a doula é a primeira a ser chamada e a última a ir embora seja em procedimentos realizados em maternidades ou em casa. Seu principal papel é orientar a mulher em relação ao que ela pode esperar da gravidez, do parto e do pós-parto. “Ela não substitui o trabalho médico e de enfermagem, nem a presença do marido. A doula é uma acompanhante profissional que conhece as reações, orienta e acalma a parturiente. Com ela, a evolução do parto é melhor e a satisfação da gestante maior”, diz.
Encontre uma doula
O site http://www.doulas.com.br/ mantém um cadastro de doulas por Estado. Lá é possível encontrar o telefone de contato destas profissionais.
Atividade
Veja o que fazem as doulas: Durante o trabalho de parto, a doula: • Orienta sobre a posição durante as contrações • Favorece a manutenção de um ambiente tranquilo e acolhedor, com silêncio e privacidade • Auxilia com técnicas respiratórias, massagens e banhos • Orienta a mulher sobre os métodos para o alívio da dor que podem ser utilizados, se necessários • Estimula a participação do marido ou companheiro em todo o processo • Apoia e orienta a mulher durante todo o período expulsivo, incluindo a possibilidade da liberdade de escolha quanto a posição a ser adotada Depois do nascimento do bebê, a doula: • Informa e orienta a mulher quanto à eliminação do cordão • Estimula a colocação do recém-nascido sobre o abdome materno, incentivando o início da sucção ao peito materno e favorecendo o vínculo afetivo mãe-filho • Orienta também quanto ao início e manutenção do aleitamento materno Serviço: Mais informações sobre como se tornar uma doula nos sites http://www.maternidadeativa.com.br/e http://www.doulas.org.br/. Fonte: Parto, aborto e puerpério – Assistência Humanizada à Mulher – 2001.Entrevista
Angelina Pita, coordenadora do curso para formação de doulas realizado em São Paulo pelo Grupo de Apoio à Maternidade Ativa (GAMA), esclarece algumas questões sobre este trabalho: Só mulheres podem ser doulas? Não, mas tradicionalmente esse é um papel de mulheres. Já tivemos alguns homens fazendo o curso, normalmente eles são enfermeiros, fisioterapeutas e psicólogos procurando uma formação complementar para o trabalho com gestantes. O que é preciso para ser uma doula? Gostar de partos, admirar o processo de gerar e parir, acreditar que o parto é natural, fisiológico e ter vontade de ajudar as mulheres nesse momento. Sem dúvida é vocação. Algumas doulas chegam dizendo que desde crianças adoram o tema. Como surgiu a ideia de criação do curso para formar doulas? O curso existe desde 2002 e surgiu como uma forma de multiplicar as ideias de humanização do parto, de respeito e valorização da mulher e do bebê, que são, desde o início, o motivo principal do nosso trabalho. Ainda há preconceito quaanto ao trabalho delas? Sim, há hospitais que proíbem a entrada da doula por não ser uma profissão oficial e não ter um Conselho Profissional que a regule. Há médicos que não gostam da presença de mais uma pessoa no ambiente de parto. Porém, com a crescente divulgação do serviço cada vez mais profissionais têm visto os benefícios do trabalho da doula no parto para mãe, bebê e para o andamento dos processos do nascimento em geral: trabalho de parto, estado emocional pós-parto, desenvolvimento de vínculo e menos problemas com amamentação.
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