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segunda-feira, 25 de julho de 2011

A dor do parto é o problema?

Encontrei esse texto no site da Renata Olah, de sua própria autoria!!
É uma resposta à alguem que lhe falou que o seu maior medo era a dor do parto... texto muito bom, lindo!!

Apreciem!!

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Você diz que o grande problema do PN é a dor, certo?

Uma dor que não é contínua (e sim cíclica, que vem em ondas, começa devagar, atinge um ápice e depois diminui desaparecendo até o próximo ciclo).
Uma dor que tem hora para começar e hora para acabar.
Uma dor que existe justamente para você saber que algo natural, normal e bonito está acontecendo com você e seu corpo (ou seja, não é uma dor "ruim", dor de doença, de patologia, que você não sabe quando irá acabar)
Uma dor que além de trazer consigo um bebê, te traz também muitas reflexões sobre o passado, presente e futuro. Uma dor que te faz crescer e nascer junto com seu bebê.
Uma dor forte, intensa sim.... como um grande abraço de despedida que seu corpo dá ao seu bebê, afinal depois de 9 meses juntos eles irão se separar para sempre.... e uma separação tão intensa como essa, realmente merece muitos abraços apertados.
Uma dor que te prepara para todo seu futuro, pois superando-a a sensação que fica é a de missão cumprida, de orgulho, de força, de bater no peito e dizer "pqp, eu sou foda mesmo!".... rs.... e acredite, depois disso a mulherada tem a sensação que elas podem tudooo!

Será que essa dor é tão ruim assim?????

Será que é preferível abdicar dessa dor natural para ter uma dor pós-operatória? Uma dor de tecido cortado, mutilado, costurado? Uma dor controlada com analgésicos (que passam para o leite!)? Uma dor que te faz ficar com gases, com medo de tossir, de andar, de erguer o corpo e que muitas vezes, dificulta os cuidados com seu próprio bebê? Uma dor que você não sabe quando vai acabar? E que pode vir acompanhada de várias outras coisinhas como infecção, ponto que abre, etc?

Será que é medo da dor ou medo de si mesma? Medo de seus instintos que você não conhece? Medo do comportamento que vai ter? Medo de gritar, de gemer, de estressar? Medo das dores emocionais que vai causar? Medo do que vão pensar? Ou é medo de falhar?

E porque tanto medo? Porque se importar tanto? Parto não é um momento de se conter, de se fechar e sim de abrir, de gemer, de gritar, de ser você mesma pura e simplesmente. Só você. E não há nenhum mal nisso!!!!
Sabe, minha intenção não é ser xiita, radical, pensar só em PN e blá blá blá..... E sim tentar fazer as mulheres olharem a situação sob outro ponto de vista!!

Nós oferecemos nosso corpo, nossa gestação, nosso parto, nosso filho para a Medicina. Não seria ela que teria que se oferecer para gente? Porque não confiamos mais em nós mesmas, em nosso corpo e nos processos fisiológicos que nos regem há milhares de anos? Porque preferimos aceitar as tecnologias que tentam simular a ação de Deus, que tentam consertar processos que não necessitam de consertos? E porque valorizamos tanto essas tecnologias?

Parir é um processo fisiológico! Como respirar, comer, andar, fazer cocô, fazer sexo............ porque não deixamos os outros interferirem nesses processos, mas deixamos que interfiram no nosso parir?

É realmente algo que temos que pensar!

A dor existe. É fato. Então, deixe ela vir. Consinta e sinta. Se abra. Relaxe! E deixe a natureza agir!!!!
 

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Planeta Extremo e Parto - comparando!!

Gente, vim compartilhar com vcs um texto magnífico, da mestra Renata Olah. Tirei do blog Psicodoula, que indico aqui à esquerda. Ela fez uma bela comparação do quadro PLANETA EXTREMO, do Fantástico, com o trabalho de parto. Ficou incrível, vale muitíssimo a pena ler!! É até paralelo ao texto que escrevi na quarta-feira, comparando o parto ao ato de tatuar!!

Apreciem!!
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Vocês assistiram o Fantástico do último domingo?? Estreiou uma série chamada Planeta Extremo, que mostrará o reporter Clayton Conservani por quatro desafios extremos ao redor do mundo. O primeiro episódio foi de uma maratona na Antártica, sob condições climáticas intensas ( tempestades de neve e temperaturas de - 30 graus!! Ui!!).
          E o que essa série tem a ver com esse blog?? Talvez a primeira vista não tenha a ver mesmo... Mas assistindo ao quadro, me vinha só uma idéia a mente: "isso é igual trabalho de parto!!"..
          Explico, já fazendo uma relação com o tema central deste blog: para conseguir completar a maratona, Clayton Conservani começou a se preparar para o desafio físico e emocional que logo mais enfrentaria. Foram quatro meses de preparo intenso, junto de Bernardo Fonseca (também competidor dessa maratona). Corrida de longa distância, pilates, yoga, musculação, ciclismo e até treino dentro de um frigorífico!!! (a preparação física e emocional é muito importante, para que a mulher esteja informada, tranquila e forte  para enfrentar o longo caminho que é o trabalho de parto!).
          E então, chegou o dia de partir para a Antártica. A primeira vista, o ambiente assusta. Local inóspito, desconhecido (O hospital também é assim. Surgem dúvidas como "Que ambiente é esse? Quem são essas pessoas? O que vai acontecer daqui pra frente?") Mas não tem jeito. Já estavam lá.. e o desafio estava só começando. E a maratona começa... Clayton está protegido do frio, e encontra seu próprio ritmo para correr os 42km de maratona... (Durtante o TP é muito importante a mulher também encontrar seu próprio ritmo! Não adianta ela fazer o que mandam. Quem está correndo a maratona é ela... e por isso, é ela quem deve dar ritmo ao seu corpo). Os primeiros 20km foram bem.. Algumas pausas foram feitas, para ele se hidratar e se aquecer, e então continuar sua aventura... (O começo é sempre mais leve, devagar e mesmo assim necessita de alimentação, hidratação, pois não sabemos quanto tempo durará essa corrida..) porém, o caminho começou a pesar. O vento frio, a temperatura, as bolhas nos pés, as dores... muitas dores!!!! (Depois da fase ativa, o corpo sente muito o trabalho de parto... dói, é intenso, sim!!). Também sente um desconforto grande. Ao correr, sente que uma unha do pé está para cair (e é comum durante o trabalho de parto, a mulher sentir alguns desconfortos...como pressão em períneo pelo fato da descida do bebê, e também dor na pelve, que se abre sutilmente para dar passagem ao feto).
          Em certo momento, quase chegando ao fim, Clayton desabafa... Diz que vai continuar, na raça por um objetivo maior: sua filha Gabi, que ficou no Brasil. Ele chora, se emociona e mesmo naquelas condições desfavoráveis, aguenta firme... (esse momento me lembrou a "fase de transição"... bate o desespero, a necessidade de se apegar a um bem maior, algo que acolha aquela mulher que decidiu passar por tudo aquilo, mas que ao mesmo tempo dê forças pra que ela não desista)..
          Se entregou, decidiu vencer seus limites e mais alguns quilometros pela frente, ele passou pela linha de chegada. Sétimo lugar. Que vitória!!! Ele conseguiuuuuu!!!! (E a mulher que consegue, também se sente muito vitoriosa, a própria mulher Maravilha!)
          Mas não acabou.. logo Clayton começa a passar mal, vomita e vai verificar o que aconteceu com sua unha.. percebe que apareceu um grande hematoma, mas que tudo ficará bem! (E após o parto, é comum que a mulher trema, se sinta enjoada, e tenha alguns "machucados" provenientes da corrida: laceração perineal, episiotomia, etc)... E então, ele termina sua aventura, com sensação de missão cumprida e uma necessária noite de sono. E eu acho aquilo o máximo!!!! Lembro que comentei com as pessoas que estavam na sala comigo "nosssaa, queria ter essa coragem!!!!".. e me disseram: "o cara é louco!! pra quê isso?".... Para quê??? Para sentir que pode!! Para superar seus medos, limites, para se transformar, transmutar! Para se sentir viva, forte! (e não é também por isso que algumas de nós queremos parir????). Qual o problema de sentir dor, se há um objetivo tão maior e intenso por trás de tudo isso??? Qual o problema de querer passar por uma experiência intensa, dolorosa, forte??? 
          Pra mim o problema está em não querer vivenciar, não querer se sentir viva, forte, não querer se transformar, superar medos e limites...

          Mas voltando ao Clayton, qual foi a sua opinião sobre tudo o que ele passou? "Faria tudo novamente!!" 
          E o que aprendeu com tudo isso?? "A maior lição está em acreditar que sempre é possível fazer melhor, ir mais longe. Se queremos algo diferenciado temos que ousar".

          Então, isso significa que o esforço vale a pena? Com certeza sim! 

          E termino esse post com uma frase dita pelo Bernardo Fonseca, que me marcou muito e que certamente falarei para minhas gestantes daqui pra frente:
 
"O sofrimento é passageiro, desistir é para sempre"

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Sobre dor x Sofrimento opcional - Devaneios debaixo do chuveiro!!

Pra mim, um dos momentos de maior reflexão e "devaneios" é a hora do banho... dps de um dia de trabalho, indo direto pra escola, chegar em casa, nesse frio e ir direto pro chuveiro quente, me faz entrar numa espécie de mundo paralelo à Partolândia, que é dentro de mim mesma. Fico lá, absorvendo tudo o que li nessa lista, durante o dia!
Esses dias, lendo tantos e-mails a respeito de medo da dor, opção pela cesárea, esperar entrar em TP ou fazer uma eletiva, sei lá porquê cargas d'água, me fizeram pensar numa comparação um tanto curiosa, até mesmo pra mim que desenvolvi essa idéia...
Alguém aqui tem tatuagem?? de qualquer jeitinho... no pé, nas costas, pernas, braços??
E quem não tem, certamente já viu alguem que tenha, certo?
(img net)
Um colega de trabalho uma vez, resolveu tatuar um sol maia nas costas (aqueles bem pretos, totalmente pintados). Entre o riscar e finalizar, foram qse 7 horas de trabalho. Eu nunca fiz, mas ele falou que doeu pra c** (não vou repetir, mas foi ele quem falou), mas que valeu a pena pois aquele sol era o sonho dele. Dps ainda, meu marido que o tinha acompanhado, ajudou ele a limpar o excesso de tinta. Foi encostar a toalha e ele gritou: "P*... que isso cara?" e meu marido "Ué, vc quem pediu, não foi? p limpar, tenho que esfregar um pouco..." e ele "Ah... bom, então vai, manda brasa, vai lá, esfrega igual homem que eu aguento...hhuummm..."... meu marido contando a cena dps, com uma boa dose de encenação humorística, a cena ficou cômica...
Agora meu devaneio: Tanta gente, fazendo tatuagens aos montes pelo corpo, das mais variadas formas, desenhos, frases... nunca vi alguem falar que precisou de anestesia pra "não sofrer" enquanto era tatuado. Oras... afinal, a decisão, a idéia e a iniciativa de passar por aquilo foi do próprio tatuado, certo??? Aposto que nenhuma pessoa que fez a opção por se tatuar, vai dizer: "eu quero tatuar, mas tenho medo de agulha. vou pedir pra me darem anestesia e tomara que eles não furem muito a minha pele..." (oi?). quem opta por passar pela "dor" de ser tatuado é pq tem um objetivo final e ninguem o tira daquele foco... e vai perguntar se o cara sofreu pra tatuar... a resposta vai ser +- essa: "Sofri nada, doeu um pouco só, mas passa logo, ficou da hora não é? Esse era meu sonho, realizei..." (isso soa familiar pra alguém?)
Quem opta por um parto natural, domiciliar, hospitalar, sem intervenções e afins, já está consciente do que vai enfrentar. Pra quem já conhece todo o procedimento, todo o trabalho do corpo, em como funciona tudo, já trabalha tudo em sí para aceitar todo o processo como natural, como um bom trabalho do corpo e a dor torna-se para ela então, uma fonte de certeza de que o objetivo final vai ser alcançado (no geral) e o sofrimento então, deixa de ser o mostro perseguidor. Existe a dor, mas não o sofrimento.
Agora, quem diz que quer se tatuar, escolhe aquele dragão chines enorme que começa no ombro e termina na cintura, não procura conhecer os instrumentos de trabalho do tatuador, não conhece o processo de tatuagem, não conhece as tintas, não sabe do que são feitas, não conhece as agulhas, a máquina e o lugar, corre o risco de chegar no ateliê, olhar tudo aquilo, dar meia volta e se contentar em comprar um PLOC (lembram desse chiclete?) e tatuar a figurinha na pele, no ombro ou na batata da perna, apenas passando a unha sobre ela...
Arlene Ferreira de Paula Azevedo - que não tem tatuagem e não tem coragem de fazer, mas acha bonito desenhos de flores e estrelinhas, que encararia 10 partos naturais sem maiores problemas e que quando entra no banho, esquece da vida e fica viajando na maionese...
Mãe da  Verônica Maria - 1a - PNatH
"Estagiária" de doula

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Fiz esse post na Lista Parto Nosso, que participo e fiquei muito feliz com a repercussão que teve. Posto aqui alguns comentários a respeito desse texto:

"Arlene, a sua comparação é perfeita.
É isso mesmo! A escolha do que fazer com o nosso corpo é nossa. E é nossa obrigação buscar os recursos que mais nos convenham pra nos dar aquilo que a gente precisa.

E complemento com o verso de Carlos Drummond de Andrade:



A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...."

Mariana Whitehead Guimarães

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Interessante a tua comparação, Arlene. Bem pertinente, inclusive.
Eu tenho tatuagens. 3. No dedo, braço e tornozelo. E realmente, dói. Não lembro se doeu depois, mas na hora realmente doía. Eu pedia pro cara parar às vezes, pra eu respirar, mas logo começava de novo. E, enfim, eu pensava que era uma escolha minha, a dor. Afinal, o objetivo maior era a tatuagem.
Agora, às vezes me pego pensando se vou aguentar a dor do parto. Penso se não vou desesperar e pedir penico. E sempre (quando digo sempre é sempre mesmo, inclusive agora, enquanto escrevo o e-mail) que eu penso nisso o Rafael chuta, só pra me lembrar do objetivo maior. É, eu aguento.
Lúcia
*Essa foi a que mais me tocou...
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Tadinho... fikei com dó XD (img net)
Meu cunhado é tatuador.
Resolvi fazer um símbolo celta, pequeno, um trikelis, uma tríade
representando minha nova família.
A mulher dele me disse: ah,vc pariu em casa nega, vai tirar de letra!

meniiinas do céu!
Quase morri,hahahaha
num guento, puxei a perna, borrei o troço q ficou meses inacabado,
enfim, eu implorava: cade minhas endorfinassss???

adorei o exemplo e ponho outro: alguem viu o fantastico domingo?
Maratona no gelo.
Pergunta la pro maratonista se doi!
Pergunta se ele desiste por causa da dor.
O maratonista sim ta mergulhado em serotoninas e endorfinas tbem.

ps: a cunhada tem 2 cesas eletivas e umas 15 tatuagens.

escolhas!!

bj
anna
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"O sofrimento é passageiro,
desistir é para sempre"
Monica Fonseca
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Arlene,
Perfeita comparação! Aqui na lista não só tem tatuados, como tem até tatuadora (eu!) pra endossar o que vc falou. [...] posso te dizer pelas minhas motivações e pelas dos meus clientes, que tem sim de tudo nesse meio: gente que quer se tatuar e pesquisa tudo antes de se decidir, gente que chega no estúdio e pede pro tatuador escolher o que e onde tatuar, gente que quer se tatuar mas nunca pensou que dói, gente que quer tanto que nem sente, gente que quer muito mas chora o procedimento todo, gente que cuida da tattoo com enorme carinho, gente que sai do estúdio e enche a cara e come linguiça (imensos "não-não" do manual da boa cicatrização da tatuagem), gente que não pensa que depois da tattoo tem um período chato de cicatrização que exige dedicação, gente que vai ferrar a tattoo toda pegando sol, gente que nunca mais vai pegar sol pra ter sempre um trabalho bonito, gente que escolhe a tattoo pelo preço, gente que escolhe o tatuador pelo preço, gente que depois quer brigar com o tatuador que fez um trabalho ruim mesmo tendo escolhido pagar pouco e fazer com aquele mesmo...
Delícia era tatuar quem queria muito, pensou bastante, sabe o que quer, pesquisou, pagou o preço e vai cuidar com carinho do seu trabalho. Infelizmente essa era a imensa minoria.
Uma grande parte dos "primítattoos" (quem se tatua pela primeira vez na minha língua doida) pergunta se dói. Eu sempre dizia: "a dor que você vai sentir é inversamente proporcional à vontade que você tem de fazer a tatuagem". Hoje, com esse pensamento à luz das minhas divagações, leituras e conversas sobre parto, eu acrescento que não é só. Você precisa estar conectado com essa vontade, com esse sonho, com esse objetivo para superar a dor das agulhadas para atingir um objetivo querido. Mas quem quer muito, geralmente está. E eu te digo que elas podem ser insuportáveis, dependendo do dia, local, e da vontade que vc tem de fazer. Já fiz tatuagens de pedir arrego no meio e tentar terminar depois (geralmente são aquelas grandes que vc fica anos pra ter coragem de revisitar), mas já fiz outras que eu não senti nada, conversei, falei ao telefone, ri, me diverti fazendo. E vi isso em milhões de clientes. Tem gente que desmaia, chora, grita, geme, se contorce todo, que chega dar dó de verdade e tem gente que tá nem aí, parece que nem tá sentindo. Tatuagem é um sonho(o parto tb). Dói sim, dói muito. Mas a gente faz porque geralmente elas significam um sonho, o marco de uma etapa da vida, uma homenagem, uma saudade, uma declaração, uma insígnia, a exteriorização de um conceito, uma idéia, uma motivação ou razão para esta. E normalmente essas coisas valem um esforço, valem o processo, valem o rito de passagem que é fazer uma tatuagem. Então a gente encara, com ou sem medo, de livre e espontânea vontade.
Claro que existem aqueles que querem se tatuar, mas não estão dispostos a sentir dor. Geralmente suas motivações são fracas. Esses desistem antes, choram, se arrependem, não pagam o preço. À estes eu era direta: "se você não sabe o que fazer ou não tem certeza, não faz. Volta pra casa e pensa mais um pouco." - da msm forma, eu já doulei mulheres que apenas diziam, da boca p fora, que keriam um PN e levando em banho maria, acabaram em uma cesáreana por motívos fúteis... não estavam verdadeiramente motivadas!!
E as similaridades com o parto não terminam aí. Existem técnicas para alívio da dor, que geralmente envonvem relaxar, respirar e se entregar ao processo. ;) E estas foram testadas pessoalmente.
Legal essa comparação. Acho que ambas as situações (parto e tatuagem) mexem com nosso inconsciente, com coisas interiores, em graus BEM diferentes, lógico, mas que funcionam bem pelo mesmo caminho.
Beijos coloridos,
--
Ana Paula Kacurin
(essa foi show né gente...)
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Nossa, tem tantas dores piores que a "Dor do parto" !

Até hoje lembro perfeitamente da dor que senti quando quebrei a perna por um atropelamento há 21 anos, dói só de lembrar...
Também lembro da dor que senti quando quebrei o dedinho, na guilhotina da janela, isso tem 10 anos...
Lembro de muitas outras dores, as crises de sinusite intermináveis desde a infancia, dor de ouvido...etc. (Deus que me livre... isso dói pra caramba... :s)
E curiosamente NÃO LEMBRO  das dores do MEU TP, há 6 anos,lembro que doeu, mas senti um alivio e felicidade tão grande quando vi MINHA CRIA que esqueci de tudo...( e olha que foi um frank, com tudo que tem "direito" e 2 episios), do TP lembro da sede que senti, lembro da fome, mas da dor...passou! Olhar a coisinha mais linda e cabeluda do mundo me fez esquecer de qualquer dor....

Antonieta, que por falar em dor, está morrendo de dor de cabeça e dor de coluna, devido ao frio...
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Pra mim, tudo é questão da motivação.
O Vi diz que eu "não vi a dor do parto" simplesmente porque não tava
nem aí pra ela. Acho que faz sentido. Mas ontem fui contra meus
instintos [...] e tomei a maldita vacina da gripe para gestantes[...]A picada eu nem senti, mas quando a mulher soltou o líquido, queimou e ardeu como a morte[...]A bendita da dor irradiava pras costas, pras pontas dos dedos. [...] E
o vi: pode ser viagem, mas pra mim, muito disso é porque você não
aceitou a vacina. ... metade desse sofrimento é psicológico! Você não fez a metade desse escândalo pra ter um filho. E eu: é que ter um filho dói muito menos. Ele: não é
o que todo mundo diz!!!
HOje, a menina chegou pra trabalhar e eu tava só o coió. Cara
inchada de falta de sono, agora literalmente chorosa, porque não
aguentava mais aquela dor desgraçada no braço,
e ela: mas Jo, tu não teve filho em casa?

É a velha questão do "quem tem um para que, pode suportar qualquer
como". Isso vale pro parto domiciliar. Pra quem acredita que a vacina
vai salvá-lo do mal; pra quem acredita na taguagem como forma de
expressão de um discurso além das palavras; pra quem faz maratona no
gelo. Não acredite o bastante, e as chances da dor parar de fazer
sentido e doer ainda mais são grandes. Não digo que é o único fator
determinante, mas, certamente, ´um fator determinante.

Beijão,

Jo
(muito interessante, não??)
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Eu fiz uma tatto super significativa pra mim, pouco depois que meu filho nasceu. Eu queria muito ela. É pequenina, eu não vejo, é nas costas, mas amo de paixão meu desenho.

Por mais que eu quisesse e precisei desse "querer" para ter coragem de sentar lá e falar "Pode começar"... eu senti dor, eu passei pomada anéstesica pra ver se melhorava a dor... eu lutei contra a dor, mesmo querendo muito.

Então nessa comparação de Tatto X Dor do Parto, tenho uma conclusão: "Tô me borrando de meeeeeedo" da dor do parto! Pronto falei!

Medo de não aguentar... e pedir anestesia, cesárea e tudo mais que me faça fugir da dor!

kkkkkkkkkkkkkk

Acho que foi só um desabafo... passou, passou... ou até o parto passa..rrss

Samantha - mãe do Théo(cesárea por falta de dilatação) e neném com 13 semanas
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Samantha, no TP a gente pensa mesmo pq inventou essa maluquice, o que eu está querendo provar, que podia ter marcado logo a cesa, é normal, o que não podemos é nos deixar abater por esse sentimento que nos invade quando estamos na partolândia. Tudo isso passa, a sensação de dor, o medo do fracasso, o medo da morte que algumas têm, e o resto fica. A superação, a perseverança e mais, muito mais que não pode ser listado pois nem é concreto, rs. Dá saudade depois, bendita ocitocina!
Beijocas.
--
Rebeca/ MG
Doula e Mãe de Breno e Alice
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E você? Faria uma tatuagem? Encararia um PN??

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O parto e a montanha russa!!

Sem dúvida, a melhor definição de parto que eu já li hehehe!!
Tirei daqui!!

Escapei uns minutinhos no expediente pra postar... não deu pra esperar até sábado... essa crônica é simplesmente MARAVILHOOOSSAAAA e MEGADIVERTIDA HAHAHA!!

Leiam e dps me digam: Quem já andou de Montanha Russa ou já passou pelo parto normal / natural... é ou não é assim???

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Tem gente que acha loucura sentir dor para parir.
Muitas coisas na vida são mais loucas e as pessoas as fazem. E sem que haja bem-estar nenhumenvolvido.Pense no seu parto como se fosse um passeio de montanha-russa. Ainda não encontreicomparação melhor que essa.
Imagine a sua gestação como uma daquelas filas enormes em dia de excursão de escola no Hopi Hari no verão. Você esperando e aquela fila deslocando-se devagar, muito devagar. Você cansada, os pés doendo.
Você vê gente com medo, apreensiva; gente empolgada, que descreve como vai ser para quem nunca andou. E você ali, sem saber o que esperar. Há quem a considerelouca. Andar nisso aí??? Nunca!!!
Você não viu aquela montanha-russa lá em Ximbiquinha do Sudoeste que quebrou e matou todo mundo? E o pior foram os que ficaram mutilados pro resto da vida!
Você faz ouvido mouco e continua ali. Avançando devagarinho. Não tem pra onde ir, é tarde pra pular fora, as grades que separam a fila são altas, só dá pra seguir em frente.
Aí você vê quem está saindo, gente meio tonta, com uma expressão que você não entende, cambaleando, passando mal. E você pensa: onde é que eu fui me meter?
Quando você está chegando perto o cansaço está maior, você tem de ficar encostada quase o tempo todo. Ai, não chega nunca. Pra melhorar, no finalzinho, ainda tem uma baita escada pra subir na plataforma de embarque. Bem que podia ter uma escada rolante aqui.
Você chega na última parte da fila. De repente, parece que toda aquela morosidade foi embora. A fila anda muito mais rápido agora ou será que você é quem acha isso porque a hora de embarcar está se aproximando?
Subir as escadas exige um esforço extra. Parece que seu peso aumentou uns quinze quilos. Você não sabe se é o calor, o tempo de pé, ou se foi aquele combo gigante de hambúrguer comfritas e refrigerante que estão pesando.
Mas você sobe, um degrau de cada vez. E o topo vai se aproximando.
É quando você avista: tem uma saída de emergência lá em cima. Saída estratégica pela esquerda. Acho que é nessa que eu vou! Mas aí você pensa:já cheguei até aqui… e se for tudo o que dizem mesmo? Como é que eu vou saber?
Que o destino decida então: vou jogar uma moeda. Se der cara eu vou. Cara! Melhor de três então. Cara de novo. Ai, ai…
Continua avançando. Ah, se aquela mocinha desmilinguida embarcar, eu vou também. Se ela consegue, eu também. Ela embarca.
Ok, acho que eu vou. Anão ser, é claro, que chova. Se não for totalmente seguro não vou. E eu acho que estou vendo uma nuvenzinha lá longe. Se o carrinho que vier for vermelho, também não! Vermelho me dá um azar! E eu não vou arriscar.
Sua vez está chegando, você já vai chegar na plataforma. Uma moça amarela bem na sua frente sai correndo pela saída de emergência. Você se estica e consegue enxergá-la lá embaixo, na saída da lojinha.Tem alguma coisa na mão, mas o olhar parece meio distante.
Eu vou! Não quero ficar imaginando como teria sido.
Chega a sua vez. O coração sobe na boca. O fôlego fica suspenso alguns instantes. Mas você respira fundo e sobe no carrinho. E pensa: ainda bem que não era um vermelho!
A viagem começa devagarinho. Tec tec tec. O carrinho vai subindo devagar. Tranquilo. Não é tudo aquilo! Que povo medroso! Dá até pra tirar a mão. Ainda bem que não desisti!
A brisa no rosto. A paisagem tão linda. Ainda bem que fui forte! Sobe, sobe, sobe. Puxa, mas que alto… dá uma vertigem de leve.
De repente você se vê no final da subida. C******, que altura, ai, eu vou morrer. Me deixa descer, me deixa sair daqui. F***** da p*** daquela professora de yoga que disse que eu não ia me arrepender. Se ela estivesse aqui agora, eu a matava!!!
Será que aquela doula ia fazer muita diferença segurando aqui a minha mão??? Bando de louca… ah, eu mato se eu sair viva daqui!
E a minha prima, aquela v*** que me convenceu a vir. Vai ser legal, você vai ver, você vai querer ir de novo. Ai, eu mato, eu mato. Cadê ela? Porque não está aqui? Duvido que quando ela andou foi nessa tão alta, aposto que foi na menor!!!
E vem a descida. O looping, uma subidinha, curva, mais curva, outra curva. Você já não está vendo nada direito, está meio tonta, parece meio fora de si. Tem mais gente gritando ou será que é só você mesma? Está doendo tudo, esse bate-bate no carrinho vai doer ainda mais amanhã. Vai parecer que fui atropelada. Você nem sabe mais se está de ponta cabeça. Dá medo de olhar. Você espia, fecha o olho de novo. Não quero nem ver. Não vou olhar. Se eu olhar é pior!
Vai chegando no final. O carrinho desacelera. Você está meio abobada, meio grogue. Alguém ajuda a descer. Você nem vê quem é. Podia ser o Brad Pitt e você não ia nem notar. Seu cabelo está parecendo uma piaçava depois da faxina, porque você se esqueceu de prendê-lo. E agora nem lembra mais que tem cabelo. Mas tem alguma coisa diferente. Algo a mais em você. Vim, vi e venci. Sou praticamente um Júlio César!
Suas pernas cambaleiam um pouco, mas você anda. A brisa bate e aos poucos você se recobra. Levanta a cabeça e sorri.
Era só isso? Porque tive tanto medo?
Vou pra fila de novo! Dessa vez, eu vou tentar abrir os olhos e levantar os braços!
Quem já andou de montanha-russa sabe do que estou falando. Quem passou por um trabalho de parto também.
E você, já andou de montanha-russa?
Kátia Barga mora em São Paulo, é instrutora de yoga e mãe da Sarah, que nasceu em março de 2008. Para mais informações, acesse: <http://www.babyyoga.com.br>.